domingo, 10 de outubro de 2010

Perdeu o programa de TV desta tarde? Assista aqui e divulgue! - OndaVermelha - #dilmanarede

Perdeu o programa de TV desta tarde? Assista aqui e divulgue! - OndaVermelha - #dilmanarede

sábado, 9 de outubro de 2010

PROGRAMA DE TV DA DILMA, 08_10_2010, de noite...

Com Lula e Dilma: Universidade, direito de todos. Programa de Dilma, 09-10-10

sábado, 2 de outubro de 2010

Lula: "Você já viu petista e corintiano perder esperança?"


Estrela do último comício da candidata petista Dilma Rousseff antes das eleições, o presidente Lula tentava atender com alguma frase marcante as milhares de pessoas que disputavam sua órbita, na manhã deste sábado, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
Da multidão de jornalistas, militantes e eleitores comuns, questionaram se sua ex-ministra da Casa Civil levará a vitória no primeiro turno:
- Leva.

Em seguida, se ele estava confiante para a votação:
- Muito!... Você já viu um corintiano ou um petista perder a esperança?

A cidade onde Lula começou sua carreira política parecia redescobri-lo. Sua imagem causou surpresa em diversos rostos que assistiram à passagem da carreata.
- O Lula! - espantou-se uma mulher, enquanto saltava para trás, refugiada numa loja do centro comercial.
- Não é o Lula não - duvidou a mãe.
- É - intercedeu a filha.

Operários pararam uma obra. "Aí, pra você que nunca viu o Lula", escutou um dos mais jovens, boquiaberto.
- Ó o Lula lá, mano... - estarreceu-se outro.
Parecia que o presidente, que tem residência na cidade, jamais havia passado por lá. Seu berço político, o Sindicato dos Metalúrgicos, por exemplo, já não é uma referência tão marcante. As três primeiras pessoas consultadas por Terra Magazine não souberam indicar a localização do prédio, onde Lula e Dilma davam entrevistas antes do desfile pelas ruas. E não foram as únicas.
- ¡Carácoles! - não acreditou o taxista boliviano, ele próprio ciente da importância do lugar. - Ah, onde o Lula comenzó!
"Ordem antichuva"
Do Sindicato, partiram num jipe Lula, Dilma e o candidato a governador paulista Aloizio Mercadante. Concorrendo para se tornar senadora, Marta Suplicy tentou pegar carona na frente, mas acabou em outro carro, ao lado do ex-marido e senador Eduardo Suplicy e do vereador paulistano Netinho de Paula, candidato ao Senado na sua chapa pelo PCdoB.
- Agora tá certo - aprovou a substituição Dilma, quando a primeira-dama Marisa Letícia ocupou a vaga deixada por Marta.
Antes da saída, era visível a preocupação de Lula e Dilma em se equilibrar no veículo, rodeado por seguranças e assediado pelo empurra-empurra da mídia e dos militantes.
Outro motivo de apreensão foi ver cinegrafistas e fotógrafos sobre uma marquise, enquanto a maré humana escorria.
- Não pode, olha as pessoas embaixo - criticou Dilma, insistindo com gestos, muito incomodada com a possibilidade de uma tragédia.

- Capa de chuva - anunciou o vendedor ambulante, sob o tempo nublado.
- Não vai chover. Não vai chover, que a Dilma não vai deixar - retrucou um seguidor da comitiva.
A garoa que, por ventura e desavisada das ordens da ex-ministra, tenha caído não atentou contra o figurino especial da primeira dama. Ao final do passeio, fãs pediam uma lembrança.
- O chapéu? Não é meu, é emprestado - justificou Marisa.

O estudante Douglas Sales, o Dodô, de 18 anos, conseguiu autógrafos de todos os candidatos presentes e de Lula na sua camisa do PT, que ainda foi beijada por Dilma. "Tem (assinatura) de todo mundo. Só falta o Tiririca!", comentou, empolgado com sua primeira eleição.
Casório
Quando a comitiva chegou ao seu destino final, a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, o barulho passou a concorrer com a cerimônia de um casamento. Se a noiva tivesse atrasado mais alguns minutos, teria dificuldade em passar pelas grades que fecharam uma das ruas.
Pela outra lateral, um Rolls Royce conduziu o casal à lua de mel. O padre Giuseppe Bortolato também se disse surpreso:
- Não avisaram ninguém aqui. Mas não atrapalhou - testemunhou, um tanto chateado pela pouca frequência do fiel mais famoso daquele paróquia: Lula.

sábado, 25 de setembro de 2010

LULA EM CAMPANHA PARA MARTA E NETINHO PARA O SENADO

PROGRAMA DE TV DA DILMA, 25-09-2010, TARDE

MERCADANTE EM PRESIDENTE PRUDENTE: "VAMOS TRAZER MUITO INVESTIMENTO PARA O INTERIOR DE SP, VAMOS CRIAR O BNDS PAULISTA".

NANHDP: Nunca Antes Na História Deste País


NANHDP um retirante nordestino, que perdeu um dedo na máquina, como torneiro mecânico, chegou a ser presidente e terminou seu mandato com mais de 80% de aprovação popular.

NANHDP um presidente brasileiro teve tanto prestígio internacional.

NANDHP uma mulher, de trajetória de esquerda, esteve tão perto de se eleger presidente da república.

NANHDP a desigualdade diminuiu no país de maior desigualdade no mundo.

NANHDP a mídia foi tão engajada militantemente, de forma totalitária, a favor de um candidato.

NANHDP a mídia, tão engajada militantemente, de forma totalitária a favor de um candidato, teve tão pouca influência política e viu seu candidato ser derrotado.

NANHDP tanta gente pobre se sentiu feliz e apoiou um governo.

NANHDP a mídia alternativa teve influência muito maior do que a velha mídia.

NANHDP um presidente sem instrução universitária abriu tantas universidades publicas.

NANHDP tanta gente de origem popular teve acesso ao ensino universitário.

NANHDP se criaram tantos empregos com carteira de trabalho.

NANHDP a oposição perdeu tanto o rebolado diante do imenso apoio popular do governo da sua candidata e apelou tanto para ofensas.

NANHDP um governo terminou seu mandato com tanta popularidade e elegeu seu sucessor.

NANHDP um presidente projeta o Brasil no mundo de forma tão prestigiosa.

NANHDP existiu uma perspectiva tão boa de futuro para todos.
Emir Sader 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

OS JORNALISTAS TUCANOS...

Quando, no futuro, for escrita a crônica das eleições de 2010, procurando entender o desfecho que hoje parece mais provável, um capítulo terá de ser dedicado ao papel que nelas tiveram os jornalistas tucanos.

Foram muitas as causas que concorreram para provocar o resultado destas eleições. Algumas são internas aos partidos oposicionistas, suas lideranças, seu estilo de fazer política. É bem possível que se saíssem melhor se tivessem se renovado, mudado de comportamento. Se tivessem permitido que novos quadros assumissem o lugar dos antigos.

Por motivos difíceis de entender, as oposições aceitaram que sua velha elite determinasse o caminho que seguiriam na sucessão de Lula. Ao fazê-lo, concordaram em continuar com a cara que tinham em 2002, mostrando-se ao País como algo que permanecera no mesmo lugar, enquanto tudo mudara. A sociedade era outra, a economia tinha ficado diferente, o mundo estava modificado. Lula e o PT haviam se transformado. Só o que se mantinha intocada era a oposição brasileira: as mesmas pessoas, o mesmo discurso, o mesmo ar perplexo de quem não entende por que não está no poder.

Em nenhum momento isso ficou tão claro quanto na opção de conceder a José Serra uma espécie de direito natural à candidatura presidencial (e todo o tempo do mundo para que confirmasse se a desejava). Depois, para que resolvesse quando começaria a fazer campanha. Não se discutiu o que era melhor para os partidos, seus militantes, as pessoas que concordam com eles na sociedade. Deram-lhe um cheque em branco e deixaram a decisão em suas mãos, tornando-a uma questão de foro íntimo: ser ou não ser (candidato)?

Mas, por mais que as oposições tivessem sido capazes de se renovar, por mais que houvessem conseguido se libertar de lideranças ultrapassadas, a principal causa do resultado que devemos ter é externa. Seu adversário se mostrou tão superior que lhes deu um passeio.

Olhando-a da perspectiva de hoje, a habilidade de Lula na montagem do quadro eleitoral de 2010 só pode ser admirada. Fez tudo certo de seu lado e conseguiu antecipar com competência o que seus oponentes fariam. Ele se parece com um personagem de histórias infantis: construiu uma armadilha e conduziu os ingênuos carneirinhos (que continuavam a se achar muito espertos) a cair nela.

Se tivesse feito, nos últimos anos, um governo apenas sofrível, sua destreza já seria suficiente para colocá-lo em vantagem. Com o respaldo de um governo quase unanimemente aprovado, com indicadores de performance muito superiores aos de seus antecessores, a chance de que fizesse sua sucessora sempre foi altíssima, ainda que as oposições viessem com o que tinham de melhor.

Entre os erros que elas cometeram e os acertos de Lula, muito se explica do que vamos ter em 3 de outubro. Mas há uma parte da explicação que merece destaque: o quanto os jornalistas tucanos contribuíram para que isso ocorresse.

Foram eles que mais estimularam a noção de que Serra era o verdadeiro nome das oposições para disputar com Dilma Rousseff. Não apenas os jornalistas profissionais, mas também os intelectuais que os jornais recrutam para dar mais “amplitude” às suas análises e cobertura.

Não há ninguém tão dependente da opinião do jornalista tucano quanto o político tucano. Parece que acorda de manhã ansioso para saber o que colunistas e comentaristas tucanos (ou que, simplesmente, não gostam de Lula e do governo) escreveram. Sabe-se lá o motivo, os tucanos da política acham que os tucanos da imprensa são ótimos analistas. São, provavelmente, os únicos que acham isso.

Enquanto os bons políticos tucanos (especialmente os mais jovens) viam com clareza o abismo se abrir à sua frente, essa turma empurrava as oposições ladeira abaixo. Do alto de sua incapacidade de entender o eleitor, ela supunha que Serra estava fadado à vitória.

Quem acompanhou a cobertura que a “grande imprensa” fez destas eleições viu, do fim de 2009 até agora, uma sucessão de análises erradas, hipóteses furadas, teses sem pé nem cabeça. Todas inventadas para justificar o “favoritismo” de Serra, que só existia no desejo de quem as elaborava.

Se não fossem tão ineptas, essas pessoas poderiam, talvez, ter impulsionado as oposições na direção de projetos menos equivocados. Se não fossem tão arrogantes, teriam, quem sabe, poupado seus amigos políticos do fracasso quase inevitável que os espera.