Quem não viu deve ver: "O Feitiço do Tempo". Tá se tornando um clássico do cinema. Vc começa assistindo um pedacinho e não consegue mais parar de ver. Esta história me amarrou várias vezes em frente a TV. Eu penso que esta ficção tem tudo a ver com a vida no Universo, afinal: Quem não vive repetindo erros todos os dias? E por mais que vc diga que é perfeito nisso ou naquilo, a questão é simples: Cada um tem um ponto fraco, uma pedra no caminho. É aquele calo no pé que vc tenta de toda maneira fazer diferente mas todos os dia vc faz igual. Fala verdade meu: Isto não acontece com vc? Em tantas questões vc demonstra que evoluiu mas justo naquele assunto vc toma sempre a mesma decisão, faz e age sempre da mesma forma e por fim: "Mete os pés pela mão"! É como se todos os dias fossem o mesmo dia, muda semana, mês, ano, décadas e nada. É tudo igual! Naquele seu ponto fraco as coisas vão se repetindo pra vc fazer diferente mas dá sempre no mesmo. E vc até que sabe qual vai ser o efeito daquela causa mas tu toma sempre o mesmo rumo pensando que vai dar noutro resultado. Dá na mesma: Cassetada bem na nossa "oreia"! No filme: "O Feitiço do tempo", a cada dia o ator vai se aperfeiçoando porque ele sabe o resultado de cada "cagada" que ele faz. Todo dia ele se antecipa aos problemas, toma ações diferentes, e assim os acontecimentos vão tendo outros resultados. Portanto, todo dia ele aperfeiçoa e corrige os erros do mesmo dia. Ele só consegue se libertar do feitiço do tempo quando evolui e se torna um outro homem, mais humano e sensível. Talvez a gente tenha que viver a mesma situação a cada dia do "mesmo dia" da vida pra ve se a gente tem condições de evoluir e vencer todos os nossos medos. Tomar decisões diferentes, fazer outras coisas, novas atitudes diante daquele "calo" . Quem sabe, com isso a gente cresça, se desenvolva e naquele ponto que sempre erramos possamos fazer de uma outra forma. Acredito que, agindo assim, podemos evoluir e ir pra um outro momento Universal. Se a gente erra, erra e continua errando naquele mesmo assunto, não conseguindo resolver o problema nesta vida: Aí a gente volta em seguida, após a morte, pra começar tudo da estaca zero. É o reenicio, um resete. E, pelo jeito, repete-se quantas vezes forem necessárias. Não sei vcs, mas eu toh que toh tentando fazer diferente num assunto e tah dificil de sair da Armadilha da vida, ou melhor, vencer o desafio da vida. Olha gente...hj...há hj, até eu... acho... viajei...e não tomei nada, só duas cervejinhas...ai, ai, ai....
Sabe aquelas horas em que dá vontade de escrever as coisas que estão acontecendo? Ou aquelas bobeiras e histórias que vc quer registrar em algum lugar? Pois..., resolvi colocar tudo aqui! Acho que é pra não esquecer e sempre dar uma olhada nas besteiras e fatos que me ocorrem em cada dia dos muitos que ainda terei.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
domingo, 25 de novembro de 2007
Eu não entendo, "(bah!)"...
Dias de sorte: "Mãe deixa eu ligar pro papai?" Eu tava ali na FNAC folheando uns livros numa mesinha de liquidação, pensamento lá nas conchinchinhas. "Mãe deixa eu ligar pro papai?" Foi aí que pensei: Caracas, parece a voz da Sofia..."Mãeee, deixa eu ligar pro papai?" Meu, inacreditável, folheando na mesma mesinha, quase que o mesmo livro...haha...fui quase ao ouvido dela e Uaool...."Paiiiii". Que felicidade, pois, foi assim que encontrei minha filha um dia destes, ela gritando que queria falar comigo e eu ali na frente dela...A vida é assim: quando menos esperamos ela diz e nos mostra o que faz sentido pra cada um. A zica é que a gente faz que naum entende. "Tamo" sempre fugindo daquilo que realmente é importante. Buscando o que hein meu? Num sei, francamente não sei. Hj por exemplo meu...foi um dias destes que parou no ar aquele tipo de pensamento: "O que é que eu toh fazendo? Toh indo pra onde cara? Uma velha saudade de uma segurança que ficou num sei onde. Acho que todo "mundo" tem direito e busca um lugar em que tudo faz sentido, onde não falta nada e vc se sente verdadeiramente em casa, no lar. É um lugar em que vc dorme durante a noite sentindo a paz e a calmaria que existe no campo, a mesma e imensa calmaria que reina no espaço vazio e ao mesmo tempo está tão cheio dentro de si. Acho que nínguem vai entender o que quero dizer. "Eu não entendo (bah!)". É dificil mesmo entender, é dificil falar. O interessante é que talvez hj seja meu primeiro sinal, com este, de rebeldia. Não sei se comemoro, ou se grito, por sentir o retorno desta coisa de falar abertamente o que tá rolando. Sentimento é algo que se guarda a sete chaves, mas eu me propus a fazer o contrário. Pois, eu confesso: toh morrendo de saudades de uma certa estrada. Haha, pena que lá não tem mar. Pena mesmo é que lá não tem amor, melhor dizendo: "nem mais amor", se é que póde se dizer assim. É como estar viciado, é como estar de ressaca, trêmulo. Eu vou comprar uma barraca, vou alugar uns pé-dágios (meu...) e vou pôr o pé na estrada, rumo a praia. Vou pra bem longe daquela estrada, me banhar com água de sal e esquentar os grãos de areia...Mais do que isso num dá. É manelice demais pra um dia só...Então, hj é um dia, mais um dia desta linda e maravilhosa prima sem vera...Eu toh com saco cheio destes pernilongos!
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Eu encontrei um bóde fedido pra minha ausência
A tela do monitor virou uma folha de papel em branco. O teclado é a caneta sem tinta e o lápis sem ponta. Derrepente, é só isso. Não quero falar sobre as velhas coisas, nem contar aqueles segredo que ocorrem. Os contos tenho guardado comigo, por covardia, confesso. Hoje prevalece "o que os outros vão pensar". É como se os comentários alheios virassem leis de privação pra tudo que digo, principalmente que escrevo. Nem as ficções podem sair do mundo das imaginações, "vindo deste é dificil saber o que é fato ou criação". Então, me escondo embaixo dos escombros caídos do mundo que criaram como sendo de todos. Rebelar é permitido, devendo-se arcar com os olhares e garguejos de corredores, das salas, privadas, botequins, ou de qualquer lugar que se reúne mais do que um dos julgadores de nosso convívio. Dá pra sentir o que passaram os acusados de bruxarias, ou mesmo aqueles que foram a "fogueira" por pensarem em justiça, igualdade e liberdade. Tortura maior do que esta que priva palavra a serem escritas, ditas, será que ha?. Há tortura maior do que esta que impede o riso e as idéias de serem expressas? Se tu dizestes isto, ou se assim escreve, deves saber que nada físico lhe será feito, responderás apenas ao juízo dos sensos comuns que feri. Então, ao ferir estes sensos deves saber que tu serás impróprios dos comuns. Será dogmatizado não apenas como um diferente, se fosse só isso serias até bom, mas serás isso ou aquilo que se rejeita pelos comuns. É esta discriminação maior que cala as vozes, afugentas as tintas e corrói ao minimo a ponta do lápis. Pois, por hj, por ora, nestes dias, me setencio ao silêncio por pura covardia dos comuns que me impõe. Adianto, pois, que os dias que sucedem tendem a ser os últimos neste rumo, e vencerás, eu já sei, o de sempre, a rebelião ao sistema, pois..., isto sou eu: um rebelde revolucionário, um eterno contestador...
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Acabou a tinta da minha caneta e o lápis está "desapontado"
Literalmente, eu diria. Deve ser esta nuvem cheia de gotas d'água que escorre quase sem parar. É um pouco a saudade do Sol e muito de uma TPM que insiste em ficar. Eu até que tento, como agora, mas é visível a incria desta nula cria. E o que tenho feito? Me acuei, acho que evacuei sob a sombria deste tempo. Quer ver piorar? Fechei os olhos. Agora sim, piorou de vez, olha só: As folhas dos galhos se curvam e caem deixando a nú a árvore que se séca por pura terrorilidade da prima, uma menina famosa de sobrenome Vera. Meu...isto sim que é desventura. Aventurei a dizer em palavras o amargo do chocolate pego após caír na vazilha cheia de sal (é "z" ou "s"? foda-se, vai "z" memo!). Depois, "disso", a pena mesmo: vale dizer que ser escravo é ser não institucional, ou melhor, ser desinstitucional. Como ser assim? Faça tudo que prove que vc não é escravo de nada que seja "normal" do ponto de vista social. É lógico que a gente tem que trabalhar! Melhor que não precisasse, (z ou s? é de enlouquecer: por falar em escravo!). Então fuja das regras, (todas!), contrarie o máximo. Acho que assim vc pode dizer: "não sou institucionalizado". É..., meu besterol tá de doer, vai continuar assim até que a tinta "anormal" volte, ou que o lápis deixe este estado de "desapontamento" (é z?), help: até o lápis?
sábado, 3 de novembro de 2007
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Todos os momentos mágicos de uma vida...
Fui ver um filme hj com meu filho, "Vidente",lá no Shopping D'Pedro, que me fez pensar sobre coisas interessantes: Destíno, magías e alteração de fatos na vida. Numa vida há momentos mágicos, destinos que são acontecimentos que acabam sendo inevitáveis. Da concecpção, da gravidez e gestação à todo o tempo que se tem na vida póde-se dizer que td é muito mágico, logo, que td seja possível em todas as infinítas possibilidades do que se póde ou do que se deseja. Todos os momentos bons e maravilhosos que tenho tido foram tão mágicos que fico sempre com a vontade de pôder fazer cada um retornar a acontecer. Eu nada mudaria em relação a qualquer fato do passado, mas teria muita prudência em coisas que fiz e principalmente que falei, ou escrevi. Gosto dos meus filhos do jeito que são e qualquer coisa que mexesse poderia mudar a história, então, não alteraria em nada do que aconteceu no campo dos sentimentos, só desejo que o futuro possa ser mais etérno, permanente neste campo - "acho que só precisa que eu me aperfeiçoe neste sentido". Eu mudaria algo em mim: seria mais sincéro e valorizaria mais a verdade, o amor, principalmente o sentimento puro. Tem coisas líndas na vida que a gente faz e nunca esquece, mas aquelas que são nutrídas de sincerídade, verdade e amor são fabulosas e ficam guardadas no coração da alma. Eu diria que estas memórias da alma são créditos que se registram na história da vida e algum dia, no juízo final, vão vír uns anjos e vão ver quantos créditos cada um tem. Se os débitos forem menóres a vida continuará num lugar onde se reúnem e vivem os bons, justos, os que amam, os verdadeiros e sincéros. Quem não quer fazer parte deste mundo hein? Pois, eu digo, daqui pra frente: em todas as circunstâncias levarei ao pé das letras alguns dos valores que alimentam minha alma, sem isso - sinto que a vida fica menos saborosa e profunda nos sentidos mais amplos. Já é hora de dormir, mas antes, quero dizer: "cada dia, cada noite, todo o tempo são momentos pra ser diferentes e raros do que podem ser."
sábado, 20 de outubro de 2007
domingo, 14 de outubro de 2007
Não consigo ver...
Fui te procurar,
andei por aí,
imaginei que tivesse ouvindo músicas,
vc gosta de artes,
eu sei.
È olhar no escuro
porque só vejo dez porcento.
È provável
que esteve por perto,
meu Deus: não consigo ver!
Vou pelo táto,
pelo cheiro, no sentir.
Ouço vozes,
são mágias em minha alma,
sons, são melodias,
me prendes num mundo,
em buscas de alegrias.
Volto pro meu vazio,
como um rio a se encher.
E se te vi e num pude sentir?
E se te amei e num pude manter?
E se me perdi e num pude me encontrar?
Num consigo entender,
nem ver,
a realidade rodeia,
é crer, pra eu ver:
a realidade que permeia...
O Segredo da Aguia...
Me contaram o segredo da Águia, na sexta feira, e fiquei tão embasbacado que resolvi deixar registrado este conhecimento. Uma sabedoria da natureza! Vale pra mim, pra vcs e todo mundo que chega aos 40 anos. Pra Telminha, em especial, que faz 41 hj. Pois...Na natureza a Águia vive 85 anos - quem me disse foi até bastante exato nesta sentença matemática. Até aí... apenas o fato de que 85 anos é tempo pra cassete, muito mais do que vive a maior parte dos seres humanos. Acontece que quando a Águia atinge os 40 anos, metade de dua vida, seu bico, suas garras e as penas de suas asas estão desgastados, velhos e inúteis. Não consegue comer porque seu bico está fragil, não pega suas presas porque suas garras estão caindo e nem voar porque as asas não incapazes de funcionar. É neste momento da vida que a natureza lhe questiona: Desejas viver ou morrer? Se a decisão for morrer é tudo muito simples: ela fica escondida num lugar qualquer esperando que a sede e a fome lhe consuma. Mas, se a decisão for viver ela terá que passar por um sacrifício, uma auto flagelação que lhe possa dar nova asa, novo bico e novas garras. Ela tem que ir a uma montanha alta e cheia de pedras para poder bater, fortemente, seu bico até que ele caia. Quando cair, terá que esperar 100 dias pra que ele nasça de novo, cresça, seja forte e resistente e assim consiga tirar suas garras velhas, e quando as garras nascerem possa retirar as penas de sua asa pra que cresçam outras novas. O Processo todo que dura em torno de 150 dias lhe garante vida por mais outros 40 anos. A natureza em sua grandiosa sabedoria sempre vem nos indicar que chega certos momentos da vida que devemos decidir coisas importantes. É o momento de reflexão, renovação e seguir em frente rumo a uma nova vida, ou àquilo que realmente desejamos viver e que nos deixa feliz...Viver é maravilhoso, sofrer é uma idiotice. Eu desejo viver e vc?
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Impossível não escrever uma Declaração de principíos e valores: Odeio a covardia, amo a Coragem!
Da revolução dos Americanos do Norte - enfrentaram os Coloniadores Ingleses na raça e construíram uma nova nação, um império que hj combatemos - Me inveja os valores pela liberdade, independência, autonomia dos poderes regionais em relação ao poder da federação. Ao declararem assim, em sua "Carta Primeira", à 100 anos atrás, queriam preservar a democracia mais participativa, dando aos cidadãos um poder maior de influência sobre os poderes do Estado - independetemente de qualquer governo. Era uma República nos moldes da Revolução Francesa sem o rísco de autoritarísmo do governo central, uma clara resposta direta ao que acontecia na França. O que tem tudo isso comigo? Conosco? Oras meu! Estou falando de coragem, algo tão precioso na história da humanidade. Nada, nenhum fato importante da história aconteceu sem a dita e maravilhosa coragem de homens, mulheres, jóvens e crianças. Os Covardes são esquecidos facílmente porque são os corajosos que fazem a história, que mudam costumes, culturas, hábitos. São estes que introduzem no meio social as mudanças para o bem ou para mal. Clamo por aqui este valor extraordinário: A Coragem! Odeio minha covardia mais do que daqueles que vivem em minha proximidade. Fui criado e vivi num berço de homens e mulheres cheios de coragem e ousadias. Foi assim minha vida inteira, no movimento popular, na CUT, na militância no PT. Hoje - reservo o meu direito de escrever uma Declaração de valores que possa resgatar a Coragem tão ausente, então, fica promulgado como valores essenciais: 1) - Fica a partir desta data instalado os valores fundamentais da coragem como ato e prática a ser adotada em Qualquer Circunstância; 2) É proibido incentivar, rir e irônizar de qualquer ato, ou fato, em que a covardia seja visível, devendo ser esta, imediatamente combatida e jamais ignorada; 3) Será permitido qualquer ação para o combate das injustiças e ataques às liberdades e valores fundamentais do ser humano, inclusive ações que contrariem a "lei e a falsa moralidade burguesa, incluíndo esta classe média hipócrita e egoísta", sem o que a coragem não estará sendo praticada; 4) Está mantido o coração, objetivo de felicidade, como instituição maior para qualquer decisão no campo do amor e das relações. Estes principíos que tratam dos Valores Essenciais entram em vigor nesta data e todas as disposições em contrário estão revogadas. Barão Geraldo, 12 de outubro de 2007. Assina o presente ato: Miguel Leonel dos Santos
terça-feira, 9 de outubro de 2007
És de ti...
Eu sei que vou encontrar,
posso sentir dentro de mim,
esta busca terá fim,
como uma semente no jardim.
Acordei com toda certeza:
vejo a maçã, nesta manhã.
Chocolate floresceu em mim,
és meu doce só pra ti,
meu mel,
com mais ninguém dividirei.
És de ti!
O Sol que se Pôs,
cada dia que se foi,
entardecer e noite,
por estas horas que virão.
Posso ouvir as batidas,
o coração,
na palma da minha mão.
Busca em vão?
Não!
sábado, 6 de outubro de 2007
Olhar 46, meu e da Sofia, é inrresístivel, haha!
sábado, 29 de setembro de 2007
Um lugar onde se encontra todo mundo...
Com o passar do tempo fica tudo muito simples. Já não faz tantas diferenças assim, o que importa importa o resto é tudo meio banal. Só sei dizer que tudo que lembro sobre este lugar começou a se desmoronar e se transformar ali no barulho daquela viagem de Trem. Dorinha, minha irmã tão carinhosa, apesar da ansiosidade que nos deixou até o último minuto, ela estava conosco e finalmente podiamos ter esperança de reunir todos novamente em algum lugar do novo horizonte que se aproximava em algum ponto distante que eu nem imaginava bem onde ficava. Eu aliás, nunca, até então, podia sequer sonhar que o mundo fosse tão grande e os pontos tão distantes um doutro. Meu pai quando vinha de Campinas, Sta. Barbára ou Americana tentou por vezes me dizer, mas eu resistia as histórias porque todo o meu mundo existia alí nos mesmos lugares: A Santos Dumont, a Bejamin, o CECAM, o ginásio Teodoro ou os caminhos da caça ou pesca. Aquele era o mundo que conhecia, ali encontrava tudo que conhecia: os amigos, os animais, as matas, os rios, a única rua central de Andradina a Paes Leme. Na primavera adorávamos brincar com as infinitas Borboletas de todas as corês, temia a Urutucruzeiro mas as demais cobras eu sequer tinha medinho porque aprendi que sobreviver estava acima de qualquer receio. Aquele, até então, era o mundo onde eu encontrava tudo, todo o mundo está ali naquele espaço minimo de 10 km...Era o lugar da minha terra, o lugar da minha felicidade, era onde eu sabia tudo que acontecia e tudo que poderia ocorrer e o que devia fazer para modificar este ou aquele fato. Meu pai por vezes , enfim, tentou me falar de algo além do horizonte. Nada vi além de Ilha Solteira, de Castilho, do Rio Feio, dos inúmeros córregos e matas de Andra. No máximo podia imaginar Araçatuba...e foi justamente em Araçatuba que subiu ao trem um Jovem que completara 18 anos e seguia viagem rumo ao desconhecido em busca de sua mãe que ele jamais conhecera. Sua história comoveu todos nós e por pouco, mesmo, minha mãe não o adotara durante a viagem. Dividimos nossa farofa, nossa pobreza. Nossa família por quase um dia inteiro ganhou ali um novo integrante. Ele morou até então num alfanato em Araçatuba e naquela semana teria chegado o dia que tanto esperava. A maioridade vinha com a esperança de encontrar sua família e quem sabe um novo destino e novas oportunidades. Ele só queria o amor de uma mãe, a companhia de irmãos, um lugar onde pudesse se sentir em casa, em família. Seus olhos nos deu durante a viagem a certeza de que tudo que tinhamos era maior do que toda a riqueza que alguém poderia ter: uma família enorme e cheia das maneiras mais diferentes, conflituosas e formas de ser, porém com um ingrediente fundamental: éramos muitos em um só e isto nos tornava muito fortes. A vida é um momento em cada momento. E aquele era o da transformação, estavamos indo pra uma selva que desconheciamos. As 14: 40 chegamos em Bauru, era o lugar que mamãe disse que iamos trocar de Trem, a famosa "Baldiação". De Trem de carvão iamos para o trem elétrico, nossa..."devia mesmo ser algo doutro mundo". E foi, entramos naquele Trem elétrico e tudo era muito silencioso, sem fumaça e cheio, muito cheio de passageiros. Todos rumo ao desconhecido: Campinas, São Paulo...no final do trilho, o sonho de trabalho e novas oportunidades. O icentivo da época não era ficar no campo, mas sim vir pra cidade grande em busca do "desenvolvimento". E foi assim que vim chegar em Campinas e fui morar ali na favela do Jardim São Marcos, nada contra as pessoas que moram em favelas, aliás tudo a favor, mas ninguem deve morar a beira de um córrego que além de não ter peixe, tem esgoto e quando chove vc pode ver sua casa inundada...Nós chegamos em Campinas em torno das 20hs, tava um friozinho de junho e me assustei e muito com tudo que vi, queria voltar mas o meu novo mundo estava diante mim e não tinha como fugirmos daquele desafio, Tinhamos que encarar e encaramos e fomos nos perdendo em cada ano dos anos todos que estamos por aqui. Eu voltei a Andradina muitas vezes a passeio, minha Mãe separou-se de meu pai, meus irmãos foram se casando e tendo muitos filhos, até eu tenho dois lindos. Dorinha morreu em setembro de 2000, papai em março de 2001. Hj quando penso neste mundo onde encontro todo mundo eu me divido entre Campinas e Andradina: lá tenho minha mãe e meus irmãos: Domingos (o egoísta da família), o Jorge, o Paulo, a Luzia, o Lourival, e aqui: eu mesmo, o Jaime, o Tejota, o Antonio, os corpos de Dorinha e Papai num número do cemitério e suas almas no Paraíso - onde nos encontraremos um dia. Se valeu a pena? Não sei, só sei que tudo podia ser muito diferente se aquela decisão de minha mãe não tivesse sido tomada. Vir pra Campinas em 1976, daquele jeito, foi uma ousadia sem tamanho, mas as mulheres, e minha mãe é uma delas, são corajosas e decididas. Assim, a história que se pode contar é esta e ela é toda uma ramificação de fatos e acontecimentos que marcam nossas vidas para todo o sempre. Eu só sei dizer que é muito dificil ter muitos lugares onde se encontra todo mundo, devia ser um lugar só...e são felizes aqueles que tem este único lugar em toda a sua vida, todos os dias, semanas, meses e anos da existência porque podem interagir em cada segundo...Contar esta história sempre foi muito dificil, falar detalhes nem pensar, são só algumas linhas de uma história que segue rumo aos mundos que desejamos em nosso pensamento e agora tudo que quero é ser cada dia mais feliz, muito mais feliz, de preferência ao lado de um grande amor e ao lado de meus maiores amores: Rafael e Sofia -minhas inifinitas riquezas...
terça-feira, 25 de setembro de 2007
1984: "O Inverno foi deles, A Primavera será Nossa"...
O inverno não foi tão rigoroso como na Polônia..., aqui na Unicamp apenas um vento gelado soprava dos Polos por todos os cantos abertos do Campus...o que tornou, de certa forma, aquelas madrugadas de junho inesqueciveis... Por esta - entre outras razões - tudo que aconteceu fora eventos, história de vidas e fatos extraordinários... Nós concluímos que fomos derrotados em nossa aspiração maior no movimento grevista daquele ano. Era meu primeiro semestre de trabalho na Universidade e realizava atividades gerais no Setor que ficaria conhecido por todos como a "Serra Pelada", não atoa: Era uma multidão de homens com picaretas. enxadas, enxadões, martelos, tratores - entre outras - ferramentas e máquinas amontoados num barranco de duas guadras localizada ali na parte baixa das DGAs. A DGA 6, Manutenção Geral, nomes oficiais do local...não pegaram no meio popular, nem oficial, nos corredores, nas circulares e nos zun-zunzun do dia a dia predominaram o apelido - o nome de guerra - de onde se acha pedras preciosas...Foi ali, distante das preciosidades, porém, na riqueza de solidariedades e união que liderei junto com outros bravos combatentes a primeira greve. No meio dos barros, nos buracos que cavava, nas massas e concretos, em cada tijolo: Em cada suor do trabalho cansativo construi uma liderança que me fez produzir discursos em reuniões, passeatas e assembléias, as vezes até sob o olhar atento e professoral de Clóvis Antônio Garcia - "O Vereador" -um dos primeiros vereadores do PT de Campinas, mais conhecido como Clovão. Um líder de poder de oratória incomparável que sabia proferir cada frase no seu tom adequado, conseguindo colocar tudo numa sincronia de início, meio e fim que nos levava às loucuras por um ideal revolucionário e socialista. Clovão, um professor natural dos militantes, era destes que colocava o coração na ponta da língua e num linguajar invejável reunia todas as aspirações num resumo de idéias que nos unira até sua morte em 1985... Aquele som maravilhoso do seu Discurso finalizando sempre aos berros e gritos de guerra: "O inverno foi deles companheiros, Mas a Primavera será Nossa!" Contagiava todo mundo... Nos consideravamos os donos de um verdade absoluta que, "hj sei que não é bem assim", nos possibilitava ter as maiores convicções em cada momento de reflexão e de batalha nos campos de disputas das idéias daquele período. Foi assim que saímos de um movimento que de certa forma fora vitorioso, mas que naum tinhamos atingido a meta principal, para a deliciosa movimentação que nos levou a mais linda campanha pela conquista da ASSUC - Associãção dos Servidores da Unicamp. "O inverno foi deles, a Primavera será Nossa"...Primavera eram os militantes e guerreiros que se propuam tomar a ASSUC nas eleições de novembro de 1984 para transformá-la num Sindicato de luta, Cutista, portanto de combate as opressões aos trabalhadores e na luta por nosso objetivo maior o Socialismo. Lógico que queríamos uma Universidade dos Trabalhadores, lógioco que queríamos e sentiamos a revolução sempre a um passo das nossas ações revoluciionárias...Se aquele ano ficou marcado por derrotas, pois eles tiveram não só o inverno mas também ganharam a Primavera, por outro lado: A infelicidade nas urnas evidenciou que não se tem a Primavera se não tivermos a capacidade de juntar todos os valentes juntos numa mesma causa e foi desta forma amarga que descobri o terrivel sabor da derrota e a enorme necessidade de pluralidade na Unidade na Diversidade...afinal de contas a Primavera bela e linda não se é de uns nem hj, nem amanhan: Sempre ela será de todos...assim como o amor está para os românticos a Primavera está para todos. Não há Socialismo sem a unidade da classe, Portanto, o Socialismo só é possível com uma nova cultura social, com uma revolução individual, uma adesão das pessoas a cultura do comum...Se nós perdemos aquela Primavera na vida política - igualmente ao que aconteceu com os Trabalhadores da Polônia - no mundo do amor as coisas foram mais lindas e saborosas para todos: Romeu se envolveu romanticamente com a Julieta, o Marquês com a Juliês, entre outros, e mais tarde conheci a mãe do meu filho, Helena, a qual tive o prazer de viver muitos anos depois...Pois, de alguma forma, aquela Primavera foi nossa mesmo...fomos vitoriosos no campo do amor, no campo da idéias - de certa forma - e estremamente vitoriosos no campo da construção de uma educação política que nos levou a mais tarde conquistar a ASSUC com a famosa e poderosissima idéia do "É Proibido Proibir". É outra escepcional história que algum dia quero ter o prazer delicioso de contar por aqui... O que vale dizer é que amo a Primavera e é nesta estação que a gente descobre o quanto o mundo é mágico e nos faz sentir uma pedrinha escolhida pra viver intensamente neste imenso Universo... Isso é um imenso desafio, viver...Talvez por isso é que sinto uma grandiosa energia quando passo próximo de um Ipê e talvez isto explique porque eu vivo agarrando as árvores por aí...Eu amo tudo que me prove o amor e agora é o momento mais lindo das estações, pois vemos a vida e as mágias em todos os cantos e lugares... Aproveite..., Mané ou Manuela, pois esta e todas as Primaveras são de todos, inclusive de vcs...
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Depois de uma semana...: Estou mais feliz?
Tive vontades de toda a espécie mas nenhuma tem a ver com aquilo que imaginei, ou imaginava num passado recentissimo. Trabalhei cada dia na maior normalidade e sempre de manhan ou nas tardes e noites destes dias pensei ou senti como antes. Olhei as folhas e florês das árvores e jardins. Adorei o sol de cada inicio de dia e amei o entardecer com minhas caminhadas tendo como companhia os Ipês maravilhosos que estão nos caminhos da Unicamp e Barão. Senti os perfumes costumeiros e nem isso moveu algo aqui, simplesmente é como se o rio secasse. Senti sim: meu sorriso mais leve, minha alma mais calma, meus desejos mais nítidos. E foi assim que a sexta feira chegou e trouxe bem próximo a deliciosa companhia dos amigos: Harold, Meinha, Carmen, Rose e Célia. Ao som de Zeca Baleiros e outros que foram ali interpretados, um papo gostoso de nossas vidas (teve até a história de amor da Carmen e o Harold, "me deliciei"...hahaha). Garotas lindas em todas as mesas ali no Boteco do Ponto 1, do ladin de casa, mas nenhuma delas me fez melhor do que um recadinho que recebi e ligação de sampa, isto me levantou o astral. Foi 10! Com o tempo tudo vai ficando do jeito que tem que ficar. Mas, eu gosto de me sentir assim: super bem, pra cima, e cheio de entusiasmo e contador de histórias. Nada diferente do que já sou normalmente - mas quando a gente tá de bem parece que tudo fica mais-mais né mané? hahaha. No final da noite, eu e o meinha quase fechamos o buteco, tudo bem: a turma já tinha ído, e ainda pudemos curtir as "paisagens" do fim da noite, hahaha, nossa, tudo de beleza...porém nada de paquera: a naum ser o Meia que queria tirar uma foto e tirou uma minha hahaha, que ficou foi super maneira..."é interessante este negócio de falar de meia palavra", hahaha...E o sábado foi de curtição de montão, pra começar fui lá pro centro, andando por barão a principio porque era dia de deixar carro em casa: Dia internacional de andar de qualquer coisa, menos de carro. Eu aderi meu e me dei bem. No centro da Cidade tudo se fazia pra que os carros levassem a pior pra quem estivesse a pé. Meuuuu..., deu um trânsito do peru! Eu fui ali nos camelôs (poh..., acabo de matar um pestinha de pernilongo, haha), não achei Marisa Monte, e tive que me contentar com a bela Maria Rita (amo!) e uma cantora internacional, morena de deixar qualquer um daquele jeito cara...hahaha. Já era quase hora de Sofia na área, tomei um suquinho, e fui lá buscar minha princesa...e foi assim o inicio do primeiro final de semana depois de todo o resto..., foi bom meu...sinto me livre e super disposto. Sofia é que adorou esta coisa de ter o pai aqui só pra ela...bom, lógico teve programação infantil: teatro no domingo, com shopping, compras...é o cartão de crédito jogando todas as suas fichas pra me quebrar...."num vai naum", antes disso quebro os Bancos, ahahaha...e assim caminha o novo Miguel, livre, livre, livre...e envolvido com um novo olhar...se estou mais feliz? responda vcs, oras!
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Carta Anônima...
Dia destes eu disse aqui que adoro laranja morcote. Realmente.... eu adoro tanto que não passo um dia sequer sem poder apreciar pelo menos umas 04 delas, é um vício adorável. Lógico que isso não tem nada de anormal, na verdade minha confissão de amor a esta fruta tem tudo a ver com o interesse de propíciar aos amigos que queiram me agradar: "tenha "sempre" consigo uma Bela morcote", (vejam que disse "Bela Morcote"). Entaum meu..., caso esteja no supermercado, numa feira e está diante de uma "bela" destas, traga pra mim, hahaha... Cara, mas há algo que supera este vício, sou viciado em bilhetes, rascunhos, cartas, qualquer coisa escrita a mão...nem sei de onde vem este gosto, o caso... meu, é que não passo um minuto sequer em minhas andanças sem procurar por um rascunho qualquer...fico olhando pelos chão das ruas, calçadas, jardins, praças bancos...o que for cara: toh sempre procurando um papelzinho amaçado. Teve um dia que estava andando lá pelos cantos do Almoxarifado Central, zanzando nem sei bem porquê, e me vi diante de um papéuzinho todo amaçadin...fui logo desembrulhando e fiquei maravilhado por ter encontrado um recadinho de amor escrito a mão, se bem me lembro, mais ou menos assim: " Meu amor, queria que quando chegasse em casa, na hora que fosse mexer na mochila, encontrasse este, não quiz te entregar aqui na classe, afinal, aqui a gente já se olha, se curte e namora. Só quero lhe dizer que minha vida ficou mais feliz e completa com vc por perto. Estou rindo atoa, mais divertida e tudo que faço sinto que produzo com maior qualidade. Por que será hein? Porque estou amando e sinto vc em toda parte, em todos os tempos da minha vida. Te amo muito, não vejo a hora de voltar a te ver amanhã. Bjs"...Quando li senti a energia do amor do mundo ali naquele bilhete, uma adrenalina sentimental, me deliciei com o momento e imaginei o que não deve ter sido a emoção do garoto que tinha recebido o bilhete. Como ele deve ter se sentido no momento que leu e como deve ter sido delicioso o dia seguinte daquele casal de namorado. Pensei que o bilhete perdido poderia estar sendo procurado, que provavelmente era de um casal que frequentava o curso de medicina, a FCM fica próximo do Almoxarifado. Deixei o bilhete no mesmo local em que encontrei, só que desta vez puz uma pedrinha sobre ele pra garantir que não voasse pra bem longe. Por que estou me lembrando de tudo isso e deste meu velho hob? Oras, cara...ontem estava em casa vendo TV, e estava sintonizada no canal (64) Light da Net, só filmes massa que passam ali, e vi o filme estraordinário: "Carta Anônima". Tem tudo a ver com romantismo, quem não viu tem que ver! É a história fantástica de uma carta anônima e romântica que vai passando de mão e mão numa cidade pequena dos EUA. Os românticos de plantão não devem deixar de ver...
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